INEA realiza nova fiscalização em unidades da Granja Rica em Barra do Piraí

Ação estabeleceu prazo de 48 horas para encerramento definitivo das atividades
O INEA (Instituto Estadual do Ambiente) realizou uma nova fiscalização nas unidades da Granja Rica, nos distritos de Dorândia e Vargem Alegre, em Barra do Piraí, para acompanhar o processo de encerramento das atividades após a interdição da empresa. A nova vistoria foi realizada ontem (segunda-feira, 23), a partir de um novo pedido do prefeito Luciano Muniz, em função de relatos recentes da população sobre episódios ocasionais de mau cheiro e a proliferação de moscas na região. O instituto vai continuar acompanhando e deu o prazo de 48 horas para encerramento definitivo das atividades.
O processo de interdição da empresa teve início em 26 de janeiro, após denúncia do prefeito. Segundo o diretor do INEA, Rodrigo Régis, que conduziu as vistorias, na ocasião foram identificadas diversas irregularidades, como maus-tratos aos animais, forte odor proveniente das instalações insalubres e operação sem licença ambiental.
Na unidade de Dorândia, o processo de desmobilização está em andamento. Segundo o diretor, a empresa já realizou a retirada de todos os animais, segue com a remoção dos resíduos do manejo das aves, iniciou a limpeza em parte dos aviários e demolição dos fornos de incineração, demonstrando avanço no cumprimento das exigências. Ainda assim, apesar das medidas já adotadas, as exigências não foram integralmente cumpridas.
Já na unidade de Vargem Alegre, o cenário é diferente. O INEA identificou descumprimento de notificações anteriores. De um total de cerca de 750 mil aves, restam aproximadamente mil, que devem ser retiradas até esta terça-feira (24), conforme exigência do instituto. Além disso, foi constatada a retirada de parte das camas aviárias, aplicação de cal para desinfecção dos aviários e demolição dos fornos. Diante desse cenário, foram aplicadas novas multas e estabelecido prazo de até 48 horas para o encerramento definitivo das atividades. Caso a medida não seja cumprida, novas sanções serão aplicadas.
Ainda segundo Rodrigo Régis, a movimentação das chamadas “camas aviárias”, material utilizado no manejo das aves, é a responsável pelo aumento da presença de moscas e por episódios pontuais de mau cheiro, situação considerada temporária dentro do processo de encerramento.
O prefeito Luciano Muniz, que não pôde acompanhar a ação por estar cumprindo agendas em Brasília, reforçou que a ação segue como prioridade da gestão. “Melhorar a qualidade do ar e a qualidade de vida da nossa população é uma prioridade do nosso governo. Vamos continuar acompanhando de perto e cobrando o cumprimento de todas as medidas necessárias”, destacou.
O secretário municipal de Ambiente e Sustentabilidade, Fábio Nogueira, ressaltou que a nova vistoria foi solicitada pelo prefeito para garantir transparência no processo. “Estamos acompanhando de perto cada etapa e as práticas adotadas nessa operação”, afirmou, destacando que a Prefeitura segue monitorando o caso em conjunto com o INEA.

